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sábado, 21 de abril de 2012

0 O Destino efêmero da Criatura - Agostinho



Deus das virtudes, volta-nos para ti, mostra-nos a tua face e seremos salvos.



Para qualquer parte que se volte a alma humana, se não se fixa em ti, se agarra à dor, ainda que se detenha nas belezas que estão fora de ti e fora de si mesma. Estas nada teriam de belo, se não proviessem de ti. Nascem e morre: nascendo, começam a existir e a crescer para chegar à maturidade; porém, uma vez maduras, decaem e morrem. Nem tudo envelhece, mas tudo morre. Portanto, no exato momento em que nascem começam a existir, quanto mais rapidamente crescem para o ser, tanto mais correm para o não ser. Tal é a condição que lhes impuseste, por serem partes de coisas que não existiam simultaneamente. São coisas que, desaparecendo e sucedendo-se umas às outras, compõem o universo. Também assim se realizava a fala, através de sinais sonoros. E o discurso não seria completo, se cada palavra, depois de pronunciada, não morresse para deixar lugar a outra.



Que minha alma te louve por tudo isso, ó meu Deus, criador de todas as coisas, mas a elas não se deixe apegar por amor aos sentidos. Elas caminham para o seu destino, para deixarem de existir e dilaceram a alma com paixões pestilentas, porque o desejo da alma é existir e repousar no objeto que ama. Mas ele não encontrava lugar de repouso nas coisas, porque não são estáveis: fogem. E quem poderia segui-las com a sensibilidade ou alcançá-las, mesmo quando presentes? Os sentidos são lentos, precisamente por serem carnais; tal é a condição deles. Servem a outros fins, para os quais foram feitos, mas não podem impedir que as coisas corram desde o seu devido princípio ao seu devido destino. Porque, a tua palavra, ao criá-la, disse: "Daqui até ali".

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