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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

0 Buscando os Interessados – John Piper




Em seu pequeno livro O Plano Mestre de Discipulado, Robert Coleman mostra algo surpreendente. No livro de Atos dos Apóstolos, a estratégia de evangelismo parece centralizar-se principalmente em pessoas que Deus preparou, de alguma maneira, para serem receptivas. Deus é o grande evangelista. É Aquele que prepara e convence. Ele vivifica pecadores (Ef 2.5), abre os corações (At 16.14), atrai (Jo 6.44), dá poder ao evangelho (2 Ts 3.1) e chama os perdidos (1 Co 1.24). Então, não devemos ficar surpresos com o fato de que nossa parte no evangelismo consiste em nos unirmos a Deus, como cooperadores, naquilo que Ele está fazendo. O livro de Atos dos Apóstolos aponta nesta direção. Por exemplo:

* O derramamento do Espírito, no Dia de Pentecostes, semeou o evangelho em alguns judeus espiritualmente sensíveis que vieram de, pelo menos, quinze países diferentes, para adorar o Deus do Antigo Testamento.

*          A próxima grande colheita ocorreu em Samaria (At 8.4-25), onde Jesus havia lançado anteriormente um alicerce por meio de seu testemunho pessoal (Jo 4.4-42).

*          O Espírito Santo enviou Filipe ao encontro de um eunuco etíope que lia as Escrituras, no rolo de Isaías, e ficou em dúvida sobre a pessoa a quem se referia o capítulo 53 (At 8.26-39).

*          A ruptura evangelística da inimizade com os gentios que viviam fora de Jerusalém aconteceu por meio de Cornélio, que temia a Deus, dava esmolas, fazia orações e teve uma visão de um anjo de Deus (At 10).

*          Quando Paulo iniciou sua carreira missionária, seguiu o padrão de ir primeiramente à sinagoga, à procura de alguns judeus receptivos ou gentios que temiam a Deus (At 13.5, 14, 42-43; 14.1; 17.1-2, 10, 17; 18.4, 7, 19, 26; 19.8).

*          Em sua segunda viagem missionária, o plano de Paulo foi impedido duas vezes pelo Senhor. O Espírito Santo o proibiu (por um momento) de pregar a Palavra na Ásia (At 16.6), e o Espírito de Jesus não lhe permitiu que fosse a Bitínia (At 16.7). Em vez disso, Paulo teve uma visão em que um homem dizia: "Passa à Macedônia e ajuda-nos" (At 16.9). O foco novamente eram os espiritualmente receptivos.

*          Em Filipos, não havia sinagoga. Por isso, Paulo achou um lugar, fora da cidade, em que mulheres oravam e se reuniu com elas. Uma das mulheres foi convertida (At 16.12-14).

É claro que houve ocasiões em que Paulo simplesmente "disser-tava... na praça, todos os dias, entre os que se encontravam ali" (At 17.17). Contudo, parece haver indícios de um padrão que nos encoraja, em nosso próprio evangelismo, como disse Coleman, "a procurar aqueles que se movem em direção a Cristo. A vida é muito curta para gastarmos tempo e energia excessivos com pessoas indiferentes".

Para mim, parece correto não ignorarmos os espiritualmente insensíveis, e sim focalizarmos principalmente naqueles que dão sinais de estarem andando às apalpadelas em direção a Deus. É verdade que o propósito de Deus em missões mundiais exige que vamos a todos os povos, incluindo os mais resistentes, visto que eles têm de fazer parte do glorioso mosaico de todas as nações que estarão representadas no céu (Ap 5.9; 7.9). No entanto, como disse Coleman: "Mesmo quando penetramos os povos não-alcançados, devemos aplicar esse princípio. Ministrar a grandes comunidades revelará aqueles que são sensíveis à mensagem de Cristo. Essas pessoas podem receber mais cultivo e ensino".

Afirmando de outra maneira, somos colaboradores do Espírito Santo; por isso, devemos estar atentos àqueles que, pela graça de Deus, estão começando a ser despertados. Procuremos aqueles que estão interessados por Deus e concentremos energia em doutriná-los. Sem dúvida, Coleman estava certo quando disse: "Creio que algumas dessas pessoas estão no âmbito de influência de todo crente".

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