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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

0 Se Alguém Não Nascer de Novo - Ligon Duncan


Devemos crer para nascer de novo ou, nascer de novo para crer? Em termos teológicos: a fé precede a regeneração ou a regeneração precede a fé? Pelo menos por três razões este é um ponto importante que deve ser compreendido biblicamente pelos cristãos fiéis.

Por que discutir sobre isto?

Para começar isto envolve o cerne das Boas Novas e da Graça de Deus. A maneira de se responder a esta questão afeta a compreensão de toda a mensagem do Evangelho. Se se disser que a fé deve preceder o novo nascimento, então deve-se dizer também (1) que todos os homens, antes da regeneração, não estão de fato espiritualmente mortos {contra Ef. 2:1; Rm. 3:10-12); (2) que a fé salvadora não é uma dádiva de Deus {contra ICo. 12:3; Fp. 1:29; Ef. 2:8); {3) que o homem natural pode aceitar as coisas do Espírito {contra ICo. 2:14); (4) que um incrédulo pode crer, quando quiser, por sua própria capacidade e à parte da regeneração concedida por Deus {contra Jo. 3:3,5; 8:53,47); (5) e que os homens podem vir a Cristo, sem que o Pai os conduza a Ele {contra Jo. 6:65). Isto é, no mínimo, séria controvérsia.

Duas das grandes ênfases que nos foram legadas pelos Reformadores (tanto Luteranos como Calvinistas) são a incapacidade do homem e a soberana graça de Deus na salvação. Teimar que a fé antecede a regeneração compromete estas doutrinas bíblicas. Não obstante, é isto que tem sido pregado na maioria dos púlpitos evangélicos hoje.

Qual é a questão?

Muitos evangélicos bem-intencionados asseveram irredutíveis que a fé deve preceder a regeneração. Certo teólogo recentemente insistia que "Deus poderia - e mesmo - não iria regenerar um coração que não O reconheça". Isto é dito mais freqüentemente de maneira positiva: "Qualquer pessoa desejosa de aceitar a Jesus Cristo como seu Salvador e Senhor pode receber agora o novo nascimento".

Estas opiniões alicerçam-se em três pressupostos. Primeiro, que o homem natural não está espiritualmente tão morto em pecados que não possa crer em Deus para a salvação. Segundo, que a regeneração é uma dádiva de Deus em resposta à fé do homem (mas a fé em si mesma não é um dom). Deus nada faz (e nada pode fazer) para nos conduzir à fé nEle. Ele nos ama porque nós O amamos primeiro. Terceiro, Deus não seria justo se exigisse fé daqueles que são incapazes de crer.

Conquanto possam parecer piedosas ou bem-intencionadas, tais posições são perigosas para a vida espiritual do crente. Elas ignoram, distorcem, e contradizem claros ensinamentos bíblicos. Além do mais a posição "fé-antes-da-regeração" inevitavelmente rouba a glória de Deus, alimenta nossa arrogância espiritual, e priva o crente da segurança da salvação.

Que diz a Bíblia?

Qualquer que seja o ponto de vista popular em voga, a Palavra de Deus ensina claramente que a regeneração precede a fé — não é que o novo nascimento ocorre desassociado da fé inicial em Cristo. Não, regeneração e fé sempre ocorrem juntamente. A fé sempre acompanha a regeneração, que é produzida antes da fé. O pecador crê em Cristo porque Deus o regenerou, não ao contrário.

As razões para isso são simples e bíblicas. Primeiro, a Bíblia ensina que todos os homens estão espiritualmente monos e portanto incapazes de crer. Todos estão "debaixo do pecado" e ninguém tem o "temor de Deus" (Rm. 3:9,18). "Não há quem busque a Deus" (Rm. 3:11). Romanos 8:7-8 deixa claras as condições do homem antes da regeneração: aqueles que "estão na carne" estão em "inimizade contra Deus", "não podem agradar a Deus" nem "estão sujeitos à Lei de Deus". Jesus afirmava incisivamente que os homens estão escravizados ao pecado (Jo. 8:34). Além disso, tanto Paulo como Jesus nos afirma que o homem natural não pode 'Ver" nem "entender" as coisas espirituais {Jo. 3:3; ICo. 2:14). Por isso Paulo descreve o não-regenerado como morto "em delitos e pecados" (Ef. 2:1), não apenas debaixo da condenação do pecado, mas desprovido de vontade e incapaz de mudar (cf. Jr. 3:23). Tais pessoas não estão em condições de exercitar a fé salvadora.

Segundo, a Bíblia ensina que a regeneração é a obra de Deus em mudar os nossos corações e libertar-nos da servidão espiritual. Mesmo no Antigo Testamento os profetas enfatizam o papel de Deus em conceder vida espiritual (vide Ez. 36:26-27; Jr.31:33). Entretanto o Evangelho de João mostra mais claramente que a regeneração é obra de Deus. "O Filho vivifica aqueles a quem quer" (Jo.5:21b). "O que é nascido do Espírito, é espírito" (Jo. 3:6). Jesus disse a Nicodemus: "Importa-vos nascer de novo" (Jo. 3:7), mas João já havia nos dito que os salvos "não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus" (Jo. 1:13). Não se deseja nascer de novo, tanto quanto um feto não pode desejar nascer. Só Deus é quem pode fazer esta grande obra espiritual. John Blanchard diz: "tornar-se um cristão não é dar um novo início na vida, mas receber uma nova vida para dar início".

Terceiro, a Bíblia nos ensina que só Deus é quem pode nos capacitar para crer. Paulo diz aos Filipenses: "Porque vos foi concedida a graça [...] de crerdes nEle" (Fp. 1:29). Noutras palavras, Deus os capacitou para terem fé em Cristo. Efésios 2:8 chama toda nossa salvação, e inclusive a fé, de "dom de Deus". A fé é chamada de fruto da obra do Espírito no crente (GL5:22). A Escritura afirma incontestavelmente que a fé salvadora resulta de um coração regenerado. Por exemplo, João diz que "todo aquele que crer que Jesus é o Cristo é nascido de Deus" (ljo. 5:1a). A fé é o resultado e a evidência da regeneração. Paulo expõe isso com mais veemência: "ninguém que fala pelo Espírito de Deus afirma: Anátema Jesus!" (ICo. 12:3b). Isto é, ninguém pode crer sem a capacitação do Espírito. É assim que Lucas descreve a experiência inicial de fé de Lídia: "o Senhor lhe abriu o coração para atender às cousas que Paulo dizia" (At. 16:14). A fé é, em si mesma, o fruto da regeneração, não a sua causa. Para poder crer, é necessário que, antes, você esteja vivo.

É aqui que muitos cristão tropeçam, pois suas mentes não podem deslindar o "Paradoxo do Evangelho": o homem precisa crer em Cristo para ser salvo, e ele não poderá crer sem que Deus o regenere. Não é que a Bíblia seja obscura sobre o tema, mas que esta doutrina é difícil de ser engolida por homens inchados de orgulho.

Por um lado nosso Senhor Jesus Cristo mesmo diz: "Vinde a mim todos [...]" (Mt. 11:28), e por outro: "Ninguém pode vir a mim se o Pai [...] não o trouxer" (Jo. 6:44). Jesus está se contradizendo? Não. Está sendo insincero em seu convite? Não. Seu ensinamento enfatiza tanto a responsabilidade de crer como a necessidade de Deus nos conceder graciosamente nova vida espiritual, antes de podermos colocar nEle a nossa confiança.

Que importância tem?

Bênçãos espirituais importantes fluem quando os crentes se agarram a este ensino. Piimeiro, a segurança da sua salvação é fortalecida. Compreende que Deus o amou primeiro, que o regenerou, e que esta fé em Deus é o fruto da graciosa iniciativa de Deus.

Segundo, o orgulho é banido porque reconhecemos que mesmo a nossa fé — pela qual recebemos todos os benefícios da obra redentiva de Cristo é uma dádiva de Deus.

E finalmente, toda a glória é dada ao Deus que nos salvou. Porque ao crermos que a nossa salvação é, do começo ao fim, fruto da graça de Deus, poderemos cantar e louvar ao Senhor com o autor do hino:

Contemplei o Senhor, e depois compreendi,
Que, buscando-me, moveu-me a buscá-lo;
Não fui eu, ó vero Salvador, que te achei;
Mas, por Ti, fui encontrado.

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