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quarta-feira, 19 de maio de 2010

1 Nossa cruz não deveria nos tornar indiferentes - Calvino


1.         Paulo tem descrito amplamente esta luta espiritual dos crentes contra suas emoções naturais de desgosto, enquanto tratam de se conduzirem com paciência e moderação: "...somos pressionados, mas não esmagados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados, abatidos, mas não destruídos." (2 Cor. 4.8,9.)

É evidente que o fato de levar a cruz pacientemente não significa endurecer-se a si mesmo, ou que não sintamos nenhuma compaixão. De acordo com os filósofos estóicos, um homem nobre é alguém que tenha deixado de lado sua humanidade, e que não permite ser afetado por nenhum tipo de adversidade nem prosperidade, nem sequer o regozijo ou a tristeza, mas que atua tão firmemente como um rocha.

Que proveito há nessa orgulhosa sabedoria?

Os filósofos têm representado uma imagem da paciência que nunca tem sido encontrada entre os homens, e que, por outro lado, não pode existir, e em seu desejo de encontrar essa classe de paciência tão singular, tem-na afastado da vida humana.

2.         Atualmente há entre os cristãos modernos alguns estóicos que acham ruim orar, gemer, ou ainda lamentar-se na solidão.

Essas opiniões geralmente vêm de homens que são mais sonhadores que práticos, as quais em conseqüência não podem produzir nada senão fantasias.

3.         Nós não compartilhamos com uma filosofia tão rígida e tão dura, à qual nosso Senhor e Mestre Jesus tem condenado em palavras e exemplos.

Nosso Salvador gemeu e chorou por Suas próprias calamidades e pelas dos demais, e não ensinou a Seus discípulos a comportarem-se ante as mesmas de forma diferente.
O Senhor disse: "Em verdade, em verdade vos digo, que chorareis e lamentareis, e o mundo se alegrará; vós vos entristecereis."

E para que nenhum homem chame a tristeza de vício, Ele tem pronunciado uma bênção sobre aqueles que gemem.

4.     E não é para espantar-se, pois se Ele tivesse condenado todas as lágrimas, que poderíamos pensar então daquele de cujo corpo brotaram lágrimas de sangue? Se cada temor fosse rotulado de incredulidade, que nome daríamos à ansiedade, sobre a qual lemos na Escritura, que mergulhou nosso Senhor em profunda tristeza? Se toda tristeza é desagradável, como poderíamos ser tolerantes com a confissão de que Sua alma estava triste "até a morte"? Ver João 16.20; Mat. 5.5; Luc. 22.44.

1 comentários:

aservicodoreino 19 de maio de 2010 18:51  

Bem isso é muito certo, e creio que apesar de nós sofrermos por levarmos a nossa cruz, devemos lembrar de nosso presente futuro, "a vida eterna".

Muito bom seu blog, está de parabéns pelo template e pelas postagens.

Graça e Paz!

Luciano Zamboni

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