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sexta-feira, 9 de abril de 2010

2 Sintetizando a Justificação - Calvino


A JUSTIFICAÇÃO PODE SER SINTETIZADA NESTES QUATRO CONCEITOS:

ACEITAÇÃO POR PARTE DE DEUS

IMPUTAÇÃO DA JUSTIÇA DE CRISTO

PERDÃO DOS PECADOS

RECONCILIAÇÃO COM DEUS

E, para que evitemos contenda acerca de uma palavra, se atentarmos para a coisa em si, como nos é descrita, nenhuma dúvida restará. Ora, Paulo designa, incontestavelmente, a justificação com o termo aceitação, quando diz em Efésios [1.5, 6]: “Fomos destinados à adoção por intermédio de Cristo, segundo o beneplácito de Deus, para o louvor de sua gloriosa graça, mercê da qual nos teve por aceitos ou amados.” Pois isso significa o mesmo que costuma dizer em outro lugar [Rm 3.24]: Deus nos justificou graciosamente.

Além disso, no quarto capitulo da Epístola aos Romanos, primeiro a chama imputação da justiça, e não hesita em incluí-la na remissão dos pecados. Diz Paulo: “Davi diz que bem-aventurado é o homem a quem Deus toma por aceito ou imputa justiça sem obras, assim como foi escrito: Bem-aventurados aqueles de quem foram remitidas as iniqüidades” [Rm 4.6, 7; Sl 32.1].

Obviamente, que ele aí não está discutindo acerca de parte da justificação, mas de toda ela. Ademais, aprova a definição dada por Davi, quando declara que bem-aventurados são aqueles a quem se confere gracioso perdão dos pecados. Donde se faz evidente que esta justiça de que está falando simplesmente se contrapõe à culpa.

Mas, em relação a esta matéria, a melhor passagem de todas é aquela onde ele ensina que esta é a suma da embaixada evangélica: que sejamos reconciliados com Deus, porquanto ele nos quer receber em graça, através de Cristo, sem nos imputar os pecados [2Co 5.18-20]. Ponderem os leitores cuidadosamente o contexto em sua inteireza, porque, acrescentando explicativamente pouco depois que “Cristo, que era sem pecado, foi feito pecado por nós” [2Co 5.21], como se estivesse a indicar o meio de reconciliação, indubitavelmente o Apóstolo não entende outra coisa pelo termo reconciliar que justificar. Nem tampouco procederia o que ensina em outra lugar, ou, seja, que “pela obediência de Cristo somos constituídos justos” [Rm 5.19], se não fôssemos nele, e fora de nós, contados por justos diante de Deus.

2 comentários:

Claudio Luis 3 de novembro de 2010 20:56  

“Sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois por obras da lei, ninguém será justificado”.(Gl.2:16)
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A interpretação paulina, na sua última instancia, refere-se a uma salvação não autosotérica, ou seja, o ato de adquiri a salvação por si próprio. O que Paulo ressalta é que ninguém pode seguir a lei em toda a sua esfera e suas determinações, porque nenhum homem é capaz de conquistar a salvação com o seu próprio esforço. Portanto, ninguém conseguirá ser justificado por obras da lei e nem por esforço próprio. Sendo assim, é totalmente correto dizer que a salvação é pela fé mediante a graça de Deus, e não pelas obras, o que resulta dizer que ela “em nada se fundamenta no próprio crente”.

Parabéns pela postagem de um tema bastante relevante para os nossos dias.
Rev. Claudio Luis, pastor reformado, casado com Gisele e flamenguista.

Claudio Luis 3 de novembro de 2010 20:58  

“Sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois por obras da lei, ninguém será justificado”.(Gl.2:16)

A interpretação paulina, na sua última instancia, refere-se a uma salvação não autosotérica, ou seja, o ato de adquiri a salvação por si próprio. O que Paulo ressalta é que ninguém pode seguir a lei em toda a sua esfera e suas determinações, porque nenhum homem é capaz de conquistar a salvação com o seu próprio esforço. Portanto, ninguém conseguirá ser justificado por obras da lei e nem por esforço próprio. Sendo assim, é totalmente correto dizer que a salvação é pela fé mediante a graça de Deus, e não pelas obras, o que resulta dizer que ela “em nada se fundamenta no próprio crente.

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