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quarta-feira, 14 de abril de 2010

0 A Justiça Infinita de Deus - A. A. Hodge


Esta, considerada em termos absolutos, é a justiça todo-perfeita do ser de Deus considerado em si mesmo. Considerada em termos relativos, é sua natureza infinitamente justa em exercício, como o Governador moral de suas criaturas inteligentes, na imposição de leis justas e em sua justa execução. Ela aparece na administração geral de seu governo visto como um todo, e distribuitivamente em seu procedimento em relação aos indivíduos, aquele tratamento que eqüitativamente lhes pertence, conforme seus próprios convênios e seus próprios méritos. Deus é voluntariamente justíssimo, mas sua justiça é um produto opcional não mais de sua vontade do que de seu ser auto-existente. Ela é um princípio imutável de sua divina constituição. Ele é "tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a opressão não podes contemplar". He 1.13. "Ele não pode negar-se a si mesmo." 2 Tm 2.13. Deus não faz suas exigências simplesmente porque queira, mas as faz porque são justas.

A justiça infinita de seu ser imutável é que determina que ele considere e trate todo pecado como intrinsecamente odioso e merecedor de punição. A punição do pecado e seu conseqüente desestímulo é um benefício óbvio aos súditos de seu governo em geral. Ela é uma revelação da justiça em Deus e um poderoso estimulante à excelência moral neles [seus súditos]. Mas Deus odeia o pecado porque ele é intrinsecamente odioso, e o pune porque tal punição é intrinsecamente justa. Isso se pode provar -

a.         A luz das declarações diretas da Escritura: "Minha é a vingança e a recompensa." Dt 32.35. "Conforme forem as obras de las, assim será sua retribuição" Is 59.18. "Se de fato é justo diante de Deus que dê em paga tribulação aos que vos atribulam." 1 Ts 1.6. "Os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem com os que as fazem." Rm 1.32.

b.        As Escrituras ensinam que o sofrimento vicário da culpa de vida a seu povo, efetuada por Cristo, como seu substituto, era absolutamente necessário para fazer com que Deus pudesse continuar "justo" e ao mesmo tempo "o justificador daquele que tem fé em Jesus". Rm 3.26. "Se a justiça procede da lei, então Cristo morreu em vão." Gl 2.21. "Se fosse dada uma lei que pudesse vivificar, a justiça, na verdade, teria sido pela lei." Gl 3.21. Isto é, se Deus pudesse, em consonância com a justiça, perdoar os pecadores sem um ato expiatório, "na verdade" ele não teria sacrificado seu pró¬prio Filho, pois isso teria sido "em vão".

c.         É um juízo universal dos pecadores despertados, que seu pe¬cado merece punição, e que a justiça imutável o exige. E essa é a sentença universalmente pronunciada pelo senso moral dos homens iluminados com respeito a todo crime.

d.        O mesmo princípio imutável de justiça era inculcado por todos os sacrifícios divinamente designados na dispensação mosaica: "E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão." Hb 9.22. Ela tem sido também ilustrada nos ritos sacrificiais de todas as nações pagas e em todas as leis e punições humanas.

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