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sexta-feira, 16 de abril de 2010

1 Do Livre-Arbítrio – A. A. Hodge


Seção I. -Deus dotou a vontade do homem com tal liberdade natural, que ela nem é forçada para o bem nem para o mal, nem a isso determinada por qualquer necessidade absoluta de sua natureza.' (Confissão de Westminster).

 Mt 17.12; Tg 1.14; Dt 30.19.

EXPOSIÇÃO

Esta seção ensina a grande e fundamental verdade da consciência da revelação, a qual torna o governo possível, a saber, que o homem, em virtude de sua criação, é dotado com uma inalienável faculdade de autodeterminação, com o poder de agir ou deixar de agir, e de agir da forma como o homem mesmo, conforme a circunstância, deseja no momento. Só há três pontos de vista possíveis, genericamente diferentes, sobre este tema: —

1. Aquele que considera as ações dos homens como que causa das diretamente por circunstâncias e ocasiões externas, sob a mesma grande lei da necessidade que governa os movimentos de todos os agentes materiais.

2. Aquele simulado pelos arminianos e outros, o qual considera a vontade humana, ou sua mera faculdade de volição, como que possuindo uma misteriosa capacidade de autodeterminação, sem levar em conta todos os juízos do entendimento e das inclinações do coração e de todo o estado da alma humana no momento.

3. Aquele que é ensinado nesta seção - isto é, que a alma humana, inclusive todos os seus instintos, idéias, juízos, emoções e tendências, tem o poder de decidir por si mesma; isto é, a alma decide em cada caso como geralmente lhe agrade.

Que o primeiro ponto de vista apresentado não é procedente:—

a.         A luz da consciência universal dos homens com respeito à
sua própria ação e observação da ação de outras pessoas. Somos todos cônscios de possuirmos o poder de determinar nossa própria ação sem levarmos em conta quaisquer ou todas as influências externas. Em cada caso de escolha deliberada somos cônscios de que podemos ter escolhido o oposto caso o desejássemos, todas as circunstâncias externas permanecendo imutáveis. Vemos que todas as substâncias materiais só agem quando são influenciadas, e nas mesmas condições invariavelmente agem do mesmo modo. Em contrapartida, porém, vemos que nossos semelhantes, como nós, possuem, sem exceção, o poder de originar ação; e, caso o queiram, agem mui variadamente sob as mesmas circunstâncias. As circunstâncias, incluindo a soma total de condições e relações, controlam a ação de todos os agentes materiais, enquanto os agentes pessoais controlam as circunstâncias.

b.        O mesmo se prova pelo fato de que o homem é mantido responsável no mesmo grau, por sua própria consciência, e por Deus, por sua própria ação. Esse, evidentemente, não poderia ser o caso se sua ação fosse causada pelas circunstâncias, e não espontaneamente pelo próprio homem.

O segundo ponto de vista não procede, o qual supõe que uma pessoa possui o poder para escolher sem levar em conta seus juízos ou inclinações; e que o terceiro ponto de vista, o qual supõe que uma pessoa possui a faculdade inalienável de em conjunto escolher o que julga ser certo ou desejável, é procedente, prova-se: —

i. A luz da consideração de que, enquanto somos conscientes, em cada ato deliberado de escolha, que podíamos ter escolhido de outra forma, sendo todas as condições externas as mesmas, sentimos sempre que nossa escolha foi determinada pela soma total de nossa visão, emoções e tendências do momento. Uma pessoa escolhe livremente o que deseja escolher. Ela não escolheria livremente caso escolhesse de alguma outra forma. Mas seu desejo nas premissas é determinado por todo o seu estado intelectual e emo¬cional do momento.

ii. É óbvio que, se a vontade humana decidisse, em certo caso, em oposição a toda a visão da razão e todos os desejos do coração, por mais livre seja a vontade, a pessoa seria um escravo muitíssimo deplorável de um mero poder irracional e imoral da vontade.

iii. Todos os homens julgam que o caráter racional e moral de qualquer ato resulta do propósito ou desejo, do estado íntimo da mente ou coração, o qual impele a agir. Se a pessoa quer, em certo caso, em oposição a todos os seus juízos e a todas as suas inclinações de qualquer gênero, seu ato, nesse caso, não seria, obviamente, nem racional nem moral; e a própria pessoa, no tocante a tal ato, não seria nem livre nem responsável.

iv. Se a alma humana tivesse o poder de agir assim, sem levar em conta toda a sua condição interior, intelectual e emocional do momento, tal ação não poderia nem ser prevista nem controlada por Deus, nem tampouco influenciada pelos homens, e tal exercício do poder volitivo seria absolutamente fortuito. Ele não sustentaria certa relação com o caráter do agente. Cristo ensinou, em oposição a isso, que a ação humana é determinada pelo caráter do agente com tanta certeza quanto a natureza do fruto é determinada pela natureza da árvore da qual é gerado; e que o único modo de mudar o caráter da ação é mudando o permanente caráter ou tendência moral e hábitos do coração do agente. Mt 7.16-20; 12.33-35.

1 comentários:

I.P.J.A 20 de abril de 2010 09:50  

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