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quinta-feira, 25 de março de 2010

0 Vencendo a Superstição – J. Calvino


As Escrituras providenciam um remédio para toda a superstição, ao distinguirem o Deus verdadeiro de todos os deuses das nações.

Já dissemos que o Deus a quem a criação dá testemunho é ainda mais plena e claramente revelado na Sua Palavra; agora daremos uma breve resposta à pergunta: "Será que os dois registros concordam entre si?" Noutras palavras, seria o Deus da criação o mesmo que o Deus das Escrituras? Bastará, para nosso presente propósito, considerar como Ele governa o mundo que criou.

Descobrimos que nas Escrituras a bondade paterna é constantemente atribuída a Ele, assim como o deleite constante no exercício da misericórdia. Também achamos que estão registrados exemplos de severidade que demonstram que Ele é um vingador justo do crime, especialmente quando a obstinação dos malfeitores torna nula Sua longanímidade. Nalgumas partes da Sua Palavra, descrições tão claras dEle são dadas que parece que O vemos face a face. Por exemplo, parece que Moisés quis nos contar abreviadamente tudo quanto é lícito ou necessário sabermos: "Jeová" o Senhor Deus misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade; que guarda a beneficência em milhares; que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado; que ao culpado não tem por inocente; que visita a iniqüidade dos pais sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos até à terceira e quarta geração" (Êx. 34:6,7). Aqui observamos que Sua eternidade e auto-existência são proclamadas pela dupla repetição do nome magnífico de Jeová. (Os leitores se lembrarão que onde o nome Jeová ocorre na Bíblia hebraica, nossos tradutores chamaram a atenção para o fato por meio de imprimir SENHOR ou DEUS em letras maiúsculas.) Depois, Moisés menciona os atributos de Deus, para mostrar-nos, não aquilo que Deus é em Si mesmo, porém aquilo que é em relação a nós; a fim de que nosso conhecimento consistisse em considerações corretas e não em especulações vãs. Ora, são mencionados os mesmos atributos que já ressaltamos estarem brilhando na criação, isto é, a mansidão, a bondade, a misericórdia, a justiça, o juízo e a verdade. O testemunho dos profetas é o mesmo. Por enquanto, baste um só salmo, o de número cento e quarenta e cinco, no qual Seus atributos são enumerados com tanta exatidão que parece que nada foi omitido. Mesmo assim, nada é dito ali que não possa ser encontrado nas obras da criação. Na realidade, nossa própria experiência nos ensina que Deus é tal qual Sua Palavra declara que Ele é. O profeta Jeremias nos dá uma descrição não tão completa, todavia inteiramente da mesma natureza, "Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o SENHOR, e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR" (Jer. 9:24). Eis aí três coisas que é especialmente necessário sabermos: a misericórdia, da qual depende a salvação de todos nós; o juízo, que é diariamente executado contra os iníquos, e que os ameaça com a mais severa sentença da ruína eterna no mundo do porvir; e a justiça, através da qual os fiéis são conservados e cuidados com o máximo amor. Se você sabe estas três coisas, então, de acordo com o testemunho do profeta, tem razão suficiente para gloriar-se no seu conhecimento de Deus.

É também digno de nota que as Escrituras, a fim de nos levar ao Deus verdadeiro, expressamente excluem e rejeitam todos os deuses das nações, devido à adoração dos quais a religião tem sido corrompida em quase todas as eras. É verdade que o nome do único Deus verdadeiro tem sido bem conhecido em todos os lugares; pois até mesmo aqueles que adoravam uma multidão de deuses, toda vez que falavam de acordo com os ditames da natureza e da consciência, simplesmente usavam a palavra Deus. Isso foi indicado sabiamente por Justino Mártir e por Tertuliano. Mas visto que todos os homens, sem exceção, tinham caído no erro e se tornado vãos nas suas imaginações, seu conhecimento natural do único Deus somente serviu para deixá-los sem desculpas. Por conseguinte, o profeta Habacuque, condenando toda a idolatria, nos exorta a buscar o Senhor no Seu santo templo (Hab. 2:20), a fim de que os crentes não reconheçam nenhum outro deus senão o verdadeiro, que Se revelou na Sua própria Palavra.


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