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quinta-feira, 25 de março de 2010

0 Pecado Original - R. C. Sproul


É comum ouvirmos a afirmação: "As pessoas são basicamente boas". Embora se admita que ninguém é perfeito, essa afirmação minimiza a impiedade humana. Se as pessoas são basicamente boas, por que o pecado universal?

(Gênesis 3.1-24; Jeremias 17.9, Romanos 3.10-26; Romanos 5.12-19, Tifo 1.15)

Freqüentemente, alguém sugere que todas as pessoas pecam porque a sociedade exerce urna influência muito negativa sobre nós. O problema é visto como tendo a ver com nosso meio ambiente e não com nossa natureza. Essa explicação da universalidade do pecado levanta a pergunta: em primeiro plano, como a sociedade se tornou corrupta? Se as pessoas nascem boas e inocentes, poderíamos esperar que pelo menos uma parte delas permanecesse boa e impecável. Poderíamos encontrar sociedades não corrompidas, nas quais o meio ambiente tenha sido condicionado pela pureza e não pela pecaminosidade. Entretanto, as comunidades mais comprometidas com a justiça, descobrimos que elas ainda têm problemas com a culpa do pecado.

Visto que o fruto é universalmente corrupto, procuramos à raiz do problema na árvore. Jesus indicou que uma árvore boa não produz frutos corrompidos. A Bíblia ensina claramente que nossos pais originais, Adão e Eva, caíram em pecado. Subseqüentemente, todo ser humano tem nascido com uma natureza pecaminosa e corrupta. Se a Bíblia não ensinasse isso explicitamente, teríamos de deduzi-lo racionalmente do simples fato da universalidade do pecado.

Mesmo assim, a Queda não é simplesmente urna questão de dedução racional. É uma parte da revelação divina. Refere-se ao que chamamos pecado original. Pecado original não indica primariamente o primeiro ou original pecado cometido por Adão e Eva. O pecado original refere-se ao resultado do primeiro pecado — a corrupção da raça humana. Pecado original refere-se á condição caída em que nascemos.

A Bíblia deixa claro que a Queda realmente aconteceu. Foi um evento devastador. A forma como aconteceu tem sido debatida até mesmo entre os pensadores da Reforma. A Confissão de Westminster explica o evento de forma simples, da maneira como a Bíblia o explica:

Nossos primeiros pais, seduzidos pela astúcia e pela tentação de Satanás, pecaram ao comer o fruto proibido. Segundo o seu sábio e santo conselho, foi Deus servido permitir este pecado deles, havendo determinado ordená-lo Para sua própria glória.

Assim ocorreu a Queda. Os resultados, entretanto, atingiram muito além de Adão e Eva. Não apenas atingiram toda a humanidade, mas dizimaram toda a raça humana. Somos pecadores em Adão. Não podemos perguntar: "Quando um indivíduo se torna pecador?" A verdade é que o ser humano já vem à existência no estado de pecador. Os seres humanos são vistos por Deus como pecadores por causa de sua solidariedade com Adão. Novamente, a Confissão de Westminster expressa elegantemente os resultados da Queda, particularmente com relação aos seres humanos:

Por este pecado eles decaíram de sua retidão original e da comunhão com Deus, e assim se tornaram mortos em pecado e inteiramente corrompidos em todas as faculdades e partes do corpo e da alma. Sendo eles o tronco de toda a humanidade, o delito de seus pecados foi imputado a seus filhos; e a mesma morte em pecado, bem como a sua natureza corrompida, foram transmitidas a toda a sua posteridade, que deles procede por geração ordinária. Desta corrupção original, pela qual ficamos totalmente indispostos, incapazes e adversos a todo bem e inteiramente inclinados a todo mal, é que procedem todas as transgressões atuais. Art. 6.2-4.

Esta última frase é crucial. Somos pecadores, não porque pecamos. Antes, pecamos porque somos pecadores. Por isso Davi lamenta: "Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe" (SI 51.5).

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