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quarta-feira, 31 de março de 2010

0 Pacificadores – Athëunis Janse


"Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus".

O moderno uso da palavra “pacíficos” (no grego, “pacificadores”) talvez possa ser melhor traduzido por tolerantes, homens que amam a paz de tal maneira que se esquivam da batalha ou luta. No rumor da luta em torno da verdade em qualquer terreno (também na Igreja) aparecem estes fazedores (com seu ideal humanista de tolerância) de paz, como verdadeiros anjos da paz.

É grande a tentação de aplicar a estas pessoas esta bem-aventurança: Bem-aventurados estes pacificadores porque serão chamados filhos queridos de Deus.

Diante de figuras como Neemias que se indignou a ponto de atirar todos os móveis da casa de Tobias fora da câmara e que contendeu com aqueles judeus que haviam casado com mulheres não judias e por isso os amaldiçoou e espancou alguns deles, e lhes arrancou os cabelos e os conjurou por Deus, estes ditos “pacificadores” dão a enorme impressão de que são sobre humanos e angelicais.

Visto deste ponto humanista, estes são os filhos de Deus e os "Neemias”, pessoas perigosas (Neemias 13). Estes pacificadores não têm inimigos, pois não deixam as pessoas em paz? Tolerância na igreja, na escola, na sociedade... este foi o belo slogan do liberalismo. Mas a Bíblia não concebe este ideal de tolerância.

Na Bíblia, a paz descansa sempre na justiça e na verdade, descansa no fim da injustiça e da mentira, descansa em fazer justiça, de forma que o poder dos maus é reprimido. Seraías (Jr. 51:63-64) foi um príncipe pacífico, e claramente ele teve que lançar uma grande pedra no rio como imagem da queda da Babilônia. Isto certamente não foi muito tolerante; isto encerrava uma luta terrível de morte entre medos, persas e babilônicos; isto continha ou levava em si o juízo de Deus sobre a cidade de sangue (Ap. 19:2; 18:24).

E a esta classe de pacifistas, que falam do direito de Deus e do direito de Seu povo, os tem por inimigos. Assim também o poeta do Salmo 120. Este busca a paz. Este busca a paz pela justiça - e por ele suscita os maus contra si.

Também os discípulos de Jesus logo seriam presos e lançados no cárcere porque revolucionavam o povo. Porém se dá o caso que o Pacificador por excelência, o próprio Príncipe da paz, seria acusado como aquele que fez cair o povo em desgraça e seria crucificado como revolucionário.

0 Salvador, sentado no monte, contempla o círculo de Seus discípulos. Vê o intrépido Pedro, que depois, em suas cartas, escreveria sobre “homens maus, enganadores, falsos mestres". João escreveria sobre o mentiroso que nega a Divindade de Cristo (1 Jo 2:22), sobre os filhos do diabo (1 Jo 3:10), sobre o charlatão Diótrefes (3 Jo. v.l5),

Estes são os pacificadores, por mais estranho que pareça ao ideal de paz humanista.

Pedro pôde, de todo coração, escrever na mencionada carta: "Graça e paz vos sejam multiplicadas" (2 Pe 1:2), e João: "A paz seja contigo" (3 Jo v. 15).

Não se trata de uma paz pela qual a justiça e a verdade simplesmente tenha que ser emudecida (deixar de ser ouvida) por amor a “paz” que proíbe aos oprimidos clamar por justiça; não se trata de uma “paz” para os maus e para o mundo inimigo de Deus; os pacificadores, aqueles que são filhos de Deus, não se referem a semelhante paz.

Os filhos de Deus não podem ter paz alguma com o mal, nem com o mundo. Logo o próprio mal se voltará contra eles. Pois os primeiros, intuitivamente, notam que estes pacificadores constituem uma grave ameaça para sua própria falsa paz, e por isto aqueles os vêem e consideram como “a mosca” que contamina o ungüento (Ec 10:1). Os filhos de Deus são pacificadores.

Entretanto, a luta continua, enquanto os pacificadores do mundo e os pacificadores de Cristo estiveram frente a frente.

Mas chegará o dia que todos os nossos anciãos serão pacíficos, e nossos fanáticos, justos. Então, a saudação apostólica: "paz seja convosco", se verá totalmente cumprida. Bem-aventurados são estes pacificadores diante do Príncipe da Paz.

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