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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

0 A obra prima de Satanás - Martyn Lloyd-Jones (1899-1981)




É justamente aqui que o diabo causa confusão. Para ele é conveniente que as pessoas se preocupem com a santificação, a santidade e várias outras coisas, mas elas nunca estarão certas enquanto não estiverem certas neste ponto, razão por que devemos começar estudando esta. . . grande doutrina (da justificação).

Esta confusão é problema antigo. Em certo sentido £ a obra prima de Satanás. Ele até nos anima a tratarmos de ser virtuosos, ao mesmo tempo que nos mantém confusos neste ponto. Uma coisa que deixa claro que ele está fazendo isso nos dias atuais é que muitas pessoas, na igreja, parecem considerar os homens como cristãos simples-mente porque estes fazem boas obras, ainda quando estejam completamente errados quanto a esta verdade preliminar. . .

Era o que Jesus estava dizendo continuamente aos fariseus, e certamente essa foi a principal dissensão que Paulo tinha com os judeus. Estes laboravam em completo erro quanto a toda a questão da Lei, e o principal problema era mostrar-lhes o modo certo de considerá-la. Os judeus criam que a Lei fora feita por Deus a fim de que o homem pudesse salvar-se mediante sua observância. Diziam que tudo o que se tem que fazer é cumprir a Lei. . . e que se você vivesse de acordo com a Lei, Deus o aceitaria e você seria agradável à Sua vista. E acreditavam que podiam fazer isso, porque jamais tinham entendido a Lei.

Eles a interpretavam à sua maneira, fazendo dela uma coisa que estava ao alcance deles. Deste modo, achavam que tudo estava bem. Esse é o retrato dos fariseus, dado pelos evangelhos e pelo Novo Testamento em geral. . . e ainda constitui a essência do problema de muita gente. Temos que perceber que há certas coisas que devem ficar perfeitamente claras para nós antes que nos seja, de fato, possível esperar ter paz e desfrutar a vida cristã.

Spiritual'Depression, p. 26,7




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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

0 O Pecado sumiu da "igreja" - Martyn Lloyd-Jones





Martyn Lloyd-Jones sugeriu há anos que a doutrina do pecado estava desaparecendo rapidamente do ensino e da pregação evangélica. Ele disse:




Quando tratamos com o não-con verti do, temos a tendência de dizer: Ah, você não precisa se preocupar com o pecado agora, deixe isso para depois. Tudo o que você precisa fazer é ir a Cristo, entregar-se a Cristo. Não se preocupe com o pecado — é claro que você não pode entender isso agora. Não se preocupe se você tem ou não uma sensibilidade ao pecado, ou uma convicção profunda, ou se você entende todas essas coisas. Tudo o que você precisa fazer eira Cristo, entregar-se a Cristo, e então será feliz.




Então, quando estivermos tratando com aqueles que fizeram isso, nossa tendência, novamente, é dizer-lhes: "É claro que, você não deve olhar para si mesmo, deve olhar para Cristo. Não deve analisar-se para sempre. Isso está errado, isso é o que você fez antes de se converter. Você pensava em termos de si mesmo e do que tinha que fazer. A única coisa a fazer é continuar olhando para Cristo e afastar o olhar de si mesmo". Imaginamos, portanto, que tudo o que o cristão necessita é de um pouco de conforto e encorajamento, de pregação sobre o amor de Deus, sobre a sua providência e talvez um pouco de exortação moral e ética. E então, verá, que a doutrina do pecado está, por assim dizer, do lado de fora. Falhamos em enfatizá-la tanto antes como depois da conversão, e o resultado é que ouvimos muito pouco sobre isso.



Uma geração inteira de crentes é, agora, virtualmente ignorante quanto ao pecado. Quando ouvem qualquer menção ao pecado, pensam que é rispidez, falta de amor, falta de cortesia. A tendência a igrejas que existem apenas para compartilhar amizades e destinadas àqueles que procuram ministros sensíveis somente aumentaram este problema.

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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

0 Pensem seriamente sobre estes oito itens – Thomas Watson (1620-1686)




Primeiro, nossa vida se vai rapidamente. Gregório compara nossa vida com um marinheiro navegando a todo vapor. Estamos cada dia navegando rapidamente em direção à eternidade.


Segundo, os tempos da graça, embora sejam preciosos, não são permanentes. A misericórdia desprezada será como a pomba na arca de Noé, abrirá suas asas e voará para longe de nós. A época áurea da Inglaterra - e da humanidade - irá passar rapidamente. As bênçãos do evangelho são muito doces, porém são muito passageiras. "Mas agora isto está encoberto aos teus olhos." (Luc. 19:42). Não sabemos quando o candelabro dourado poderá ser removido.


Terceiro, haverá um tempo quando o Espírito terá parado de contender. Há um fluir do Espírito, o qual, tendo sido negligenciado, é possível que não tornemos a ver um novo fluir acontecer. Quando a consciência pára de acusar, geralmente é porque o Espírito cessou de contender.


Quarto, a perda das oportunidades do evangelho será o inferno do inferno. Quando então, no último dia, o pecador deverá pensar consigo mesmo: "Oh, o que eu poderia ter sido! Eu poderia ser tão rico quanto os anjos, tão rico quanto o céu pudesse me tornar. Eu tive o tempo oportuno para trabalhar e o perdi. "Isso será como um câncer corroendo-o. Isso intensificará e acentuará sua miséria. Portanto, permitam que tudo isso venha rapidamente persuadi-los a desenvolver a sua salvação.


Quinto, vocês podem desenvolver sua salvação sem que isso os impeça de realizar seu trabalho profissional. Desenvolver a salvação e realizar seu trabalho secular para o qual foi chamado não é inconsistente. E coloco dessa forma para evitar objeções. Alguém poderia dizer: "Mas eu trabalho tanto visando o céu que não tenho tempo para meus negócios." Estejam certos de que o sábio Deus nunca faria com que um de Seus mandamentos interferisse em seu sustento. Da mesma forma como Ele quer que vocês busquem o Seu reino (Mat. 6:33), Ele também quer que supram o sustento de suas famílias. (I Tim. 5:8). Vocês podem desenvolver os dois negócios juntos. Não gosto daque¬les que fazem com que a igreja exclua o emprego comercial, fazendo com que passem todo o tempo ouvindo, e assim negligenciando suas responsabilidades no lar. (II Tess. 3:11). Eles são como os lírios do campo, "os quais não tecem nem fiam. "(Mat. 6:28). Deus nunca selou nenhuma autorização a favor da preguiça. Ele ordena e recomenda diligência em sua ocupação, o que pode também nos incentivar a buscar a salvação, porque esta ocupação não nos isentará de nossas outras obrigações. Um homem pode seguir a Deus totalmente como Calebe (Num. 14:34), e ainda fazer como Davi: "...seguiras ovelhas pejadas " (Sal. 78:71). Piedade e diligência devem andar juntas.


Sexto, a inescusabilidade daqueles que negligenciam o desenvolvimento de sua salvação. Eu imagino ouvir Deus discutindo o caso com um homem no último dia, da seguinte maneira: "Por que você não trabalhou? Eu lhe dei tempo para fazê-lo, Eu lhe dei iluminação com que trabalhar, lhe dei Meu evangelho, Meu Espírito, Meus ministros. Eu lhe dei talentos para trabalhar, coloquei a recompensa diante de você. Por que não desenvolveu a sua salvação? Tanto pode ser preguiça quanto obstinação. Teria havido algum outro trabalho de tão grande importância para você fazer? Você trabalhou nos tijolos mas não no ouro. O que poderia dizer a seu favor para que a sentença não lhe fosse dada?"Oh, como o pecador ficará sem palavras nessa hora, e como cortará o seu coração pensar em como negligenciou sim salvação sem poder explicar o porquê!


Sétimo, a inexprimível miséria daqueles que não desenvolveram sua salvação. Aqueles que dormem na semeadura mendigarão na colheita. Após a morte, quando estiverem esperando receber uma colheita de glória, eles estarão implorando por uma gota d'agua como fez o rico no hades. Os vadios desocupados são levados presos para serem investigados. Aqueles que não desenvolveram sua salvação, saibam que o inferno é a prisão de Deus para a qual serão mandados.



Oitavo, se tudo isto não os convencer, considerem por último para o que estamos trabalhando. Ninguém se esmera por uma ninharia. Estamos trabalhando por uma coroa, por um trono, por um paraíso, e tudo isso está compreendido em uma só palavra: salvação. Eis algo estimulante em que trabalhar. Todos os homens desejam a salvação. É a coroa de nossas esperanças. Nenhum esforço é grande demais para se conseguí-la. Quantos sacrifícios os homens estão dispostos a fazer para conseguirem o poder e o cetro na terra! Imaginem então se os reinos deste mundo fossem mais gloriosos do que são, com alicerces de ouro, muros de pérolas, janelas de safiras. O que seria isso comparado ao reino pelo qual trabalhamos? Seria mais fácil abraçar todo o universo do que descrever esse reino em todo o seu esplendor e magnificência.


A salvação é uma coisa formosa. Está tão acima de nossos pensamentos quanto está acima de nossos merecimentos. Oh, como isso pode acrescentar asas aos nossos esforços. O mercador correrá por regiões de frio e calor a fim de conseguir um pequeno prêmio. O soldado, por um rico soldo de guerra, suportará a bala e a espada. Ele suportará alegremente uma primavera sangrenta, visando obter uma colheita dourada. Oh, então, quanto mais nós devemos dar nosso santo suor por este bendito prêmio da salvação!
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

0 Aceitando o "Não" como Vontade de Deus - R.C Sproul



Ficamos abismados de que, mesmo à luz de registros bíblicos tão claros, alguém ainda tenha a audácia de sugerir que é errado para aqueles que sofrem no corpo ou na alma, expressar suas orações por libertação em termos de: "Se for da tua vontade." Dizem que quando a aflição chega, Deus sempre deseja a cura. Que ele não tem nada a ver com sofri­mento, e que tudo que devemos fazer é reivindicar a respos­ta que buscamos pela fé. Somos exortados a exigir o "Sim" de Deus antes que ele o pronuncie.


Fora com tais distorções da fé bíblica! Ela são concebi­das na mente do Tentador que deseja nos induzir a transfor­mar fé em mágica. Nem todo o amontoado de discurso pie­doso pode transformar tal falsidade em doutrina verdadeira.


Às vezes Deus diz não. Às vezes ele nos chama para sofrer e morrer, mesmo quando desejaríamos exigir o con­trário.


Nunca outro homem orou mais veementemente que Cristo no Getsêmani. Quem acusará a Cristo de não ter ora­do com fé? Ele colocou seu pedido diante do Pai suando sangue: "Passa de mim este cálice."


A oração de Jesus era direta e sem ambigüidades. Ele gritou por alívio. Ele pediu que o cálice terrivelmente amar­go fosse removido. Cada centímetro de sua humanidade se encolhia diante do cálice. Ele implorou a seu Pai que o libertasse do seu dever. Mas Deus disse não. O caminho do sofrimento era o plano de Deus. Era a vontade de Deus. Era sua vontade pura e inalterada. A cruz não era uma idéia de Satanás. A paixão de Cristo não foi resultado de contingên­cias humanas. Não foi uma maquinação acidental de Caifás, Herodes ou Pilatos. O cálice foi preparado, entregue e ad­ministrado pelo Deus Onipotente.


Jesus qualificou sua oração: "Se for a tua vontade..." Jesus não "apresentou e reivindicou." Ele conhecia seu Pai muito bem para saber que esta poderia não ser a sua vonta­de. A história não termina com as palavras: "E o Pai se arrependeu do mal que havia planejado, afastou o cálice e Jesus viveu feliz para sempre."


Tais palavras se aproximam da blasfêmia. O evange­lho não é um conto de fadas. O Pai não entraria em acordos sobre o cálice. Jesus foi chamado para tomá-lo até a última gota. E ele o aceitou. "Contudo, não se faça a minha vonta­de, e, sim, a tua" (Lc 22.42).


Este "contudo" é a suprema oração da fé. A oração da fé não é uma ordem que colocamos diante de Deus. Não é a presunção de um pedido atendido. A autêntica oração da fé é aquela que se assemelha à oração de Jesus. É sempre apre­sentada num espírito de submissão. Em todas as nossas ora­ções devemos permitir que Deus seja Deus. Ninguém diz ao Pai o que deve fazer, ninguém, nem mesmo o Filho. Orações devem sempre ser pedidos feitos com humildade e submissão à vontade do Pai.


A oração da fé é a oração da confiança. A própria es­sência da fé é confiança. Confiamos que Deus sabe o que é melhor. O espírito de confiança inclui o espírito de disposi­ção para fazer o que o Pai deseja que façamos. Este tipo dè confiança foi personificado em Jesus no Getsêmani.


Embora o texto não seja explícito, é claro que Jesus deixou o jardim com a resposta de Deus para o seu pedido. Não há nenhuma blasfêmia ou amargura, sua comida e sua bebida eram fazer a vontade do Pai. Desde que o Pai disse não, estava resolvido. Jesus se preparou para a cruz. Não fugiu de Jerusalém, mas entrou na cidade com o semblante determinado.
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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

0 Não há substituto para a obediência - Lutero (1483-1546)




"Deus vos aperfeiçoou em todo bem, para cumprirdes a sua vontade, operando em vós o que é agradável diante dele, por Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém.

Hebreus 13.21


Se você pudesse converter o mundo inteiro, ressuscitar mortos, leva a si e a todos os demais homens ao céu e operar toda sorte de milagres, você não deveria quere nada disso sem ter colocado à vontade de Deus em primeiro plano e submetido essa sua vontade à vontade dele, reduzindo-a a nada e dizendo: "Querido Deus, isso e mais isso me parece bom; se for de tua vontade, que se faça; se não for, o assunto está encerrado".




Na vida de seus santos, Deus, freqüentemente, impede que se faça essa boa vontade, para impedir que, através da sua bela aparência, se instale a falsa, traiçoeira e má boa vontade e para que aprendamos que nossa vontade, por melhor que seja, é incomparavelmente menos importante do que a vontade de Deus.




Razão porque uma boa vontade menos importante deve simplesmente dar lugar ou, em submissão, desaparecer diante da incomparável boa vontade de Deus. Há, ainda, outro motivo por que nossa boa vontade deve ser impedida: para que seja aperfeiçoada. Pois Deus, certamente, só impede que se faça uma boa vontade para que se torne mais perfeita. Agora, ela se torna mais perfeita no momento em que se submete e conforma à vontade divina (que é, também, a que impede que nossa vontade se faça). E isso dura até que a pessoa fique bem entregue, livre, sem vontade própria, e não se importe com outra coisa senão esperar que seja feita a vontade de Deus. Veja, isso se chama verdadeira obediência.
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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

0 Falsos profetas – John Stott (1921-2011)



Ao dizer às pessoas que tivessem "cuidado com os falsos profetas" (Mt 7.15), Jesus obviamente assumiu que eles existiam. Não faz sentido você pôr um alerta no portão do seu jardim: "Cuidado com o cão!", se tudo que tiver em casa for um casal de gatos ou um periquito australiano. Não. Jesus alertou seus seguidores sobre os falsos profetas porque eles já existiam.

Nós os encontramos, em numerosas ocasiões, no AT, e Jesus parece ter considerado os fariseus e saduceus da mesma forma — "líderes cegos conduzindo outros cegos" —; foi dessa forma que ele os chamou. Jesus também deixou implícito que eles cresceriam e que o período que precederia o fim seria caracterizado não apenas pela expansão do evangelho, mas também pelo surgimento de falsos mestres que levariam muitos a se desviar.

Ouvimos falar a respeito deles em quase todas as cartas do NT. São chamados de "falsos profetas" ("profetas", presumivelmente porque afirmam ter inspiração divina), de "falsos apóstolos" (porque afirmam ter autoridade apostólica), de "falsos mestres", ou, até mesmo, de "falsos cristos" (porque tem pretensões messiânicas). Mas cada um deles é "falso" — pseudoprofeta, pseudo-apóstolo, pseudomestre ou pseudocristo —; pseudos é a palavra grega para mentira.

A história da Igreja tem um longo e som¬brio histórico de controvérsias com os falsos mestres. O valor dessas controvérsias, na prevalente providência de Deus, é que elas apresentaram à Igreja um desafio para pensar e definir a verdade, mas causaram muito prejuízo. Infelizmente, ainda hoje há muitas delas nas igrejas.


Ao nos recomendar que tivéssemos cuidado com os falsos profetas, Jesus fez outra conjectura: há um padrão objetivo de verdade que deve ser distinguido do falso profeta. A noção de "falso" profeta seria irrelevante, se isso não fosse verdade.
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

0 Buscando os Interessados – John Piper




Em seu pequeno livro O Plano Mestre de Discipulado, Robert Coleman mostra algo surpreendente. No livro de Atos dos Apóstolos, a estratégia de evangelismo parece centralizar-se principalmente em pessoas que Deus preparou, de alguma maneira, para serem receptivas. Deus é o grande evangelista. É Aquele que prepara e convence. Ele vivifica pecadores (Ef 2.5), abre os corações (At 16.14), atrai (Jo 6.44), dá poder ao evangelho (2 Ts 3.1) e chama os perdidos (1 Co 1.24). Então, não devemos ficar surpresos com o fato de que nossa parte no evangelismo consiste em nos unirmos a Deus, como cooperadores, naquilo que Ele está fazendo. O livro de Atos dos Apóstolos aponta nesta direção. Por exemplo:

* O derramamento do Espírito, no Dia de Pentecostes, semeou o evangelho em alguns judeus espiritualmente sensíveis que vieram de, pelo menos, quinze países diferentes, para adorar o Deus do Antigo Testamento.

*          A próxima grande colheita ocorreu em Samaria (At 8.4-25), onde Jesus havia lançado anteriormente um alicerce por meio de seu testemunho pessoal (Jo 4.4-42).

*          O Espírito Santo enviou Filipe ao encontro de um eunuco etíope que lia as Escrituras, no rolo de Isaías, e ficou em dúvida sobre a pessoa a quem se referia o capítulo 53 (At 8.26-39).

*          A ruptura evangelística da inimizade com os gentios que viviam fora de Jerusalém aconteceu por meio de Cornélio, que temia a Deus, dava esmolas, fazia orações e teve uma visão de um anjo de Deus (At 10).

*          Quando Paulo iniciou sua carreira missionária, seguiu o padrão de ir primeiramente à sinagoga, à procura de alguns judeus receptivos ou gentios que temiam a Deus (At 13.5, 14, 42-43; 14.1; 17.1-2, 10, 17; 18.4, 7, 19, 26; 19.8).

*          Em sua segunda viagem missionária, o plano de Paulo foi impedido duas vezes pelo Senhor. O Espírito Santo o proibiu (por um momento) de pregar a Palavra na Ásia (At 16.6), e o Espírito de Jesus não lhe permitiu que fosse a Bitínia (At 16.7). Em vez disso, Paulo teve uma visão em que um homem dizia: "Passa à Macedônia e ajuda-nos" (At 16.9). O foco novamente eram os espiritualmente receptivos.

*          Em Filipos, não havia sinagoga. Por isso, Paulo achou um lugar, fora da cidade, em que mulheres oravam e se reuniu com elas. Uma das mulheres foi convertida (At 16.12-14).

É claro que houve ocasiões em que Paulo simplesmente "disser-tava... na praça, todos os dias, entre os que se encontravam ali" (At 17.17). Contudo, parece haver indícios de um padrão que nos encoraja, em nosso próprio evangelismo, como disse Coleman, "a procurar aqueles que se movem em direção a Cristo. A vida é muito curta para gastarmos tempo e energia excessivos com pessoas indiferentes".

Para mim, parece correto não ignorarmos os espiritualmente insensíveis, e sim focalizarmos principalmente naqueles que dão sinais de estarem andando às apalpadelas em direção a Deus. É verdade que o propósito de Deus em missões mundiais exige que vamos a todos os povos, incluindo os mais resistentes, visto que eles têm de fazer parte do glorioso mosaico de todas as nações que estarão representadas no céu (Ap 5.9; 7.9). No entanto, como disse Coleman: "Mesmo quando penetramos os povos não-alcançados, devemos aplicar esse princípio. Ministrar a grandes comunidades revelará aqueles que são sensíveis à mensagem de Cristo. Essas pessoas podem receber mais cultivo e ensino".

Afirmando de outra maneira, somos colaboradores do Espírito Santo; por isso, devemos estar atentos àqueles que, pela graça de Deus, estão começando a ser despertados. Procuremos aqueles que estão interessados por Deus e concentremos energia em doutriná-los. Sem dúvida, Coleman estava certo quando disse: "Creio que algumas dessas pessoas estão no âmbito de influência de todo crente".
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